O atelier:
O atelier realiza projetos de autor, com uma relação estreita com os clientes e com vontade de inovar a cada intervenção. Deste modo, cada criação é o resultado de um pensamento tailor made, que melhor responde ás pretensões e aspirações dos clientes, em alinhamento com um diálogo estreito com a envolvente, fazendo com que cada objeto construído seja único e bastante pessoal.
Há uma procura de trazer para os objetos construídos, sejam eles objetos arquitectónicos ou em design de interiores, a identidade da autora: contar a história do hoje sem nos esquecermos de todos os conceitos que passaram o teste do tempo. Procuramos reinventar a boa arquitectura, bebendo dos mestres, procuramos criar espaços contemporâneos, não os desligando da cultura de interiores que nos vem sido trazida pelos grandes.
Maria Helena Faria cresceu rodeada de livros de design e arquitectura. Acompanhava frequentemente o pai, marceneiro e amante das artes, nas suas visitas a antiquários e feiras de mobiliário; lembra-se da indignação que sentia quando era frequentemente avisada para não tocar nos móveis, enquanto o pai analisava cada detalhe dos mesmos, abrindo portas e gavetas e passando as mãos pelas superfícies, sentindo as texturas e os acabamentos. Sente-se em casa com o cheiro dos móveis acabados de encerar. Tímida mas persistente na sua vontade de exploração plástica, insistia em riscar as paredes de casa com variados meios gráficos. Curiosamente, não riscava os livros de mobiliário modernista, que admirava. Uma das primeiras memórias é a cadeira Hill House, de Charles Rennie Makintosh.
Por momentos enveredou pelas ciências, mas depressa percebeu que a arquitectura e o design seriam o caminho. Não sabia na altura que a transversalidade de conhecimentos aplicados no processo criativo seria uma mais-valia.
A autora:
Apaixonada por criar espaços serenos com identidade, Helena Faria procura uma abordagem singular e inovadora ao design.
O percurso:
Formada em Arquitectura pela Universidade do Minho em 2006, com um Mestrado em Design de Interiores pela Escola Superior de Artes e Design, onde aprofundou o gosto e conhecimento pelo Design de Iluminação Artificial e uma formação em Design Gráfico pelo centro de formação TAME em Valência (Espanha), aplica os conceitos de design e arquitectura de forma transversal nos seus projetos, procurando assim um enriquecimento das propostas apresentadas.
Trabalhou em Espanha por um período de seis anos onde participou em projetos de relevo como o concurso para o Edifício para Transmissões Televisivas da Cop'América (e posteriormente para o Grande Prémio de Valência, prova incluída durante anos no Campeonato do Mundo de Fórmula 1 [F1] da Federação Internacional do Automóvel [FIA]), com o projeto vencedor; a reabilitação do edifício de Correios e Telégrafos de Alicante, ou como a coordenação e desenvolvimento do projeto da Alphabetic Tower, uma torre de 131 metros de altura em Batumi (Geórgia), onde acompanhou de perto a finalização da obra; já em Portugal, no âmbito do Design de Iluminação, colaborou no concurso para a iluminação da fachada do Teatro Nacional de São João, que saiu também vencedor; em arquitectura e design, já com gabinete próprio, destaca uma Menção Honrosa no concurso MARP - Museu do Automóvel e Rallye de Portugal (em co-autoria com o Arq. Duarte Carvalho) e venceu o Concurso Público da Escola de Hotelaria e Hotel Escola do IPCA – Quinta do Costeado, Guimarães enquanto colaboradora de projecto da Escola de Hotelaria na equipa da Workbook.